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Rocket Lab contesta contrato de R$ 3,7 bi da NASA para Marte

Rocket Lab contesta contrato de R$ 3,7 bilhões da NASA dado à Blue Origin

A disputa pelas missões espaciais ganhou um novo capítulo após a Rocket Lab ingressar com um protesto formal contra a NASA no Government Accountability Office (GAO), órgão de fiscalização e auditoria do governo norte-americano. A contestação mira o contrato bilionário concedido à Blue Origin, de Jeff Bezos, para o desenvolvimento de uma infraestrutura de comunicação orbital em Marte.

Questionamentos sobre a escolha da Blue Origin

O acordo fechado pela agência espacial norte-americana prevê um repasse de US$ 700 milhões (aproximadamente R$ 3,7 bilhões) para a empresa de Bezos conceber, lançar e gerenciar a missão batizada de Mars Telecommunications Network (MTN). Contudo, a concorrente alega que o processo de seleção desrespeitou determinações federais.

De acordo com a Rocket Lab, a avaliação da NASA foi inconsistente e punitiva em relação à sua proposta técnica, além de contrariar parâmetros de elegibilidade aprovados pelo Congresso dos Estados Unidos. A empresa afirma que a ação visa resguardar a lisura dos processos públicos e assegurar a competitividade em contratos cruciais para a exploração planetária nas próximas décadas.

O papel estratégico da missão em Marte

Apesar de carregar a palavra “rede” no nome, o projeto consiste em uma espaçonave única. O equipamento foi planejado para operar como um canal de retransmissão de dados entre os centros de controle na Terra e os robôs ou sondas que atuam na superfície e no espaço marciano.

Essa substituição é considerada urgente pela NASA devido ao envelhecimento da frota atual. Hoje, a agência depende de dois orbitadores veteranos para cumprir essa ponte de comunicação: o Mars Odyssey, em atividade desde 2001, e o Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), lançado em 2005.

Cronograma e prazos operacionais

A verba para o novo orbitador foi chancelada pelo Congresso em julho de 2025, com a concorrência sendo oficialmente aberta em maio seguinte. O cronograma estabelece que a Blue Origin deve aprontar e entregar a espaçonave até 31 de dezembro de 2028, com previsão de funcionamento pleno no planeta vermelho a partir de 2030.

Disputa repete estratégia usada pela própria Blue Origin

O embate administrativo atual ecoa uma manobra jurídica realizada pela própria empresa de Jeff Bezos no passado recente. Em 2021, a Blue Origin recorreu ao mesmo GAO após a NASA contemplar com exclusividade a SpaceX para o desenvolvimento do módulo lunar do programa Artemis.

Embora a contestação e uma ação judicial subsequente tenham sido derrotadas naquele momento, a NASA optou mais tarde por financiar um segundo fornecedor, resultando em um contrato para a Blue Origin em 2023. Agora, os papéis se invertem, e cabe aos órgãos reguladores avaliar se a concorrência em Marte terá novos desdobramentos.

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